Havia um tempo em que copiar a instalação de um sistema operacional para um pendrive não era uma tarefa trivial. No caso do Windows era necessário recriar as partições e reescrever o setor de boot do dispositivo USB manualmente - algo que só foi facilitado com o lançamento do Windows USB/DVD Download Tool. No mundo Linux, os utilitários UNetbootin e Universal USB Installer faziam este papel.

Com o lançamento do Debian Squeeze (6.0), no começo de 2011, me recordo que uma das coisas que considerei mais interessantes era a introdução das “ISO híbridas”, isto é, que poderiam tanto serem gravadas em CD ou DVD quanto facilmente copiadas para um pendrive. Ao invés de se recorrer a softwares criados exclusivamente com este objetivo, bastava então realizar uma cópia bit-a-bit, com ferramentas como dd ou cat que o resultado seria o mesmo.

Como tudo na vida tem um porém, este processo não é indolor para o pobre pendrive. Por ser necessário reescrever o setor de boot, não é possível copiar a ISO para uma partição, somente para o dispositivo inteiro. O que acontece é que, devido a um processo tão drástico, quando é necessário formatar o pendrive para utilizá-lo novamente como mídia de armazenamento removível, não basta recriar a tabela de partições e formatar com o sistema de arquivos desejado. Desta forma o label dele (o nome que aparece no gerenciador de arquivos) continuará sendo o da última ISO que foi copiada.

Passei literalmente anos convivendo com isto, sendo indagado corriqueiramente por alguns curiosos sobre o porque do meu pendrive levar o nome do Debian ou do Xubuntu. Até que um dia, em um artigo que infelizmente não lembro o nome para poder linkar aqui no artigo bcache and/vs. LVM cache, conheci o wipefs. Sua principal funcionalidade, como o próprio nome sugere, é apagar assinaturas de sistemas de arquivos em um dispositivo de armazenamento. Desde então, com um simples wipefs -a /dev/sdX, um incômodo de tanto tempo pôde ser resolvido.